quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Parte 23 - Saindo da rotina


Jenny: John, acorde! Acho que o bebê vai nascer!
John: O quê?
Jenny: Eu estou tento contrações muito fortes, chame o doutor Sherman.
Mas ela ainda estava na vigésima primeira semana, se o bebê nascesse ele não teria chances de sobrevivência.
John: Espero que não seja nada sério!
John ligou para o Sherman, e ele disse para levar Jenny para o hospital imediatamente.
John: Desculpe Marley, você tem que ficar.
John prendeu Patrick no assento do carro sem o acordar e os três foram para o hospital.
Na unidade de terapia neonatal intensiva do Hospital de Santa Maria as enfermeiras começaram a trabalhar rápido. Colocaram uma camisola em Jenny, ligaram-na num monitor que media as contrações e os batimentos cardíacos do bebê. Ela estava tendo contrações a cada seis minutos.
- Seu bebê está fazendo força pra nascer. Vamos fazer de tudo para que ele não saia agora.
Pelo telefone doutor Sherman pediu para perguntar se ela tinha dilatação. Ela tinha dilatação de um centímetro.
Doutor Sherman deu ordem para que pusessem nela uma sonda intravenosa com solução fisiológica e uma injeção de Bethine. As contrações cederam, mas voltaram depois de duas horas. Foi feita uma segunda e uma terceira aplicação.
Jenny ficou hospitalizada pelos 12 dias seguintes. John tirou um período de férias. Nesses dias a rotina mudou muito, as anteriormente banidas Leis do Solteiro entraram em vigor novamente.
Quando Jenny perguntou se estavam bem, John respondeu:
- Estamos todos bem, não é companheiro?
Patrick: Dada! Fannnn!
Ela não se deixou enganar, numa visita ela perguntou:
- Em nome de Deus, o que fez com o Patrick?
John: O que quer dizer? Você está bem, né?
Patrick: Dada! Fannnn!
Jenny: A roupa dele. Seu tonto. Você colocou o macacão dele de cabeça pra baixo!
Só então John reparou...
John: Essa é a sua opinião.
Mas o jogo terminara. A doce, querida e amável tia Anita, enfermeira aposentada, que vivia do outro lado do estado, apareceu por encanto, de malas na mão. As leis de solteiro estavam banidas.
Quando os médicos deram alta para Jenny, fizeram recomendações. Ela teria que ficar a maior parte do tempo possível na cama, tomar uma rápida ducha de chuveiro por dia, só poderia se levantar para ir ao banheiro. Não cozinhar, não trocar fraldas, não pegar a correspondência do lado de fora, não levantar nada pesado.
Essa ordem acabou com ela. O objetivo dela era manter o bebê sem nascer por doze semanas, quando completaria 35 meses.
Tia Anita resolveu ficar até o fim.
Uma técnica de enfermagem foi até a casa deles e inseriu um cateter na coxa de Jenny. O ligou a uma pequena bomba acionada por uma bateria amarrada à perna de Jenny, que ministrava um fluxo contínuo de drogas inibidoras de parto em sua corrente sanguínea. Como se não bastasse, conectou Jenny a um sistema de monitoração que parecia um instrumento de tortura. John correu até a livraria e gastou uma nota em livros e revistas. Jenny terminou de ler tudo em três dias.
John riscava todos os dias no calendário para ajudá-lo há marcar o tempo.
Faltando um mês de repouso, tia Anita fez as malas e se mandou.
John fazia o que podia para manter tudo sobre controle. Acordava de manhã para dar banho e vestir Patrick, dar-lhe seu cereal e purê de cenoura, levar Marley para dar uma volta a pé. Depois deixava Patrick na casa de Sandy e ia trabalhar. Voltava para casa na hora do almoço e preparava comida para Jenny. Depois levava para ela a correspondência. Jogava varetas para Marley, arrumava a casa. Pegava Patrick no final da tarde. Depois que Patrick dormia, John fazia compras no supermercado.
Ele acabou abandonando seu diário e a última anotação que fez foi “A vida está muito complicada agora”.

Um comentário:

  1. Ontém eu não postei nada porque fui para Araguaína. Não deu tempo, acordei 3:50 da manhã e cheguei 8:00 da noite, exausto.

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