sábado, 24 de dezembro de 2011

Parte 17 - Pobre Kathy


A Irlanda era linda, preguiçosa. O tempo estava esplêndido, claro e ensolarado. Como tinham prometido, simplesmente vagavam, faziam compras, olhavam para o mar. Paravam o carro para conversar com fazendeiros e tirar fotos ao lado das ovelhas.
Quando anoitecia, começavam a procurar um lugar para dormir. Encontravam quartos para alugar de doces viúvas irlandesas. Jenny e John se convenceram de que a lei irlandesa do viajante ditava que todas as camas de hóspedes deveriam ser extremamente barulhentas. E que houvesse uma imensa imagem do papa ou de Maria em frente às camas.
Era o último lugar do mundo para se ter relações sexuais: camas barulhentas, estátuas de santos e virgens por todo lugar, anfitriãs bisbilhoteiras, paredes finas, além de estar numa casa de estranhos extremamente católicos.
De repente sexo parecia tão... Ilícito.
A cada dois dias Jenny ligava para Kathy para saber como tudo estava, e sempre havia alguma coisa pior que a outra.
Kathy estava vivendo uma batalha.
Quando chegaram a casa, Marley correu até o lado de fora para recebê-los. Kathy estava parada na porta, estava em choque. John e Jenny disseram para ela não se preocupar com estragos. Ela agradeceu gentilmente, e foi logo para o carro.
Marley tinha esquecido tudo o que tinha aprendido sobre andar junto. Ele roubou comida do prato de Kathy, pegou o que quis, fuçou no lixo.
Jenny: Pobre Kathy, provavelmente não vamos pedir para ela tomar conta do Marley novamente.

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