A
Irlanda era linda, preguiçosa. O tempo estava esplêndido, claro e ensolarado.
Como tinham prometido, simplesmente vagavam, faziam compras, olhavam para o
mar. Paravam o carro para conversar com fazendeiros e tirar fotos ao lado das
ovelhas.
Quando
anoitecia, começavam a procurar um lugar para dormir. Encontravam quartos para
alugar de doces viúvas irlandesas. Jenny e John se convenceram de que a lei
irlandesa do viajante ditava que todas as camas de hóspedes deveriam ser
extremamente barulhentas. E que houvesse uma imensa imagem do papa ou de Maria
em frente às camas.
Era
o último lugar do mundo para se ter relações sexuais: camas barulhentas,
estátuas de santos e virgens por todo lugar, anfitriãs bisbilhoteiras, paredes
finas, além de estar numa casa de estranhos extremamente católicos.
De
repente sexo parecia tão... Ilícito.
A
cada dois dias Jenny ligava para Kathy para saber como tudo estava, e sempre
havia alguma coisa pior que a outra.
Kathy
estava vivendo uma batalha.
Quando
chegaram a casa, Marley correu até o lado de fora para recebê-los. Kathy estava
parada na porta, estava em choque. John e Jenny disseram para ela não se
preocupar com estragos. Ela agradeceu gentilmente, e foi logo para o carro.
Marley
tinha esquecido tudo o que tinha aprendido sobre andar junto. Ele roubou comida
do prato de Kathy, pegou o que quis, fuçou no lixo.
Jenny:
Pobre Kathy, provavelmente não vamos pedir para ela tomar conta do Marley
novamente.
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