quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Parte 9 - Aborto

John: Eu trouxe a fita.
Obstetra: Segure-a por enquanto.
Ela puxou a blusa de Jenny e começou a passar sobre a barriga dela um instrumento que parecia um taco de hóquei. Olharam para o computador e só viram uma massa cinza indefinida.
Obstetra: Humm, não dá para ver nada. Vamos tentar pegar um ultra-som transvaginal. Assim dá para ver muito mais detalhes.
Ela saiu da sala e voltou com uma enfermeira loura alta. Chamava-se Essie. Pediu para que Jenny tirasse a calcinha, e depois inseriu um sensor coberto de látex em sua vagina. A resolução era muito superior à do ultra-som. Ela aproximou a imagem sobre um aparente invólucro no meio do cinza, e com um clique do mouse, aumentou-o duas vezes e depois uma terceira vez.
Jenny: Há algo aí?
Essie: Não o que eu esperaria ver em 10 semanas. Jenny, parece que temos um problema aqui, deixe eu chamar o doutor Sherman.
Os olhos de Jenny se encheram de lágrimas, mas segurou o choro.
Doutor Sherman, um homem alto com expressão séria confirmou que o feto estava morto.
Sherman: Sem dúvida, teria sido possível captar os batimentos cardíacos. Eu sinto muito. Daqui a alguns meses vocês podem tentar novamente.
John: O que fazemos agora?
Sherman: Temos de remover a placenta. Há alguns anos, vocês ainda não teriam sabido do aborto, antes da hemorragia começar.
Ele os deu opção de esperar e voltar na segunda-feira para fazer o procedimento.
Jenny: Quanto mais cedo melhor.

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