Jenny:
John, acorde! Acho que o bebê vai nascer!
John:
O quê?
Jenny:
Eu estou tento contrações muito fortes, chame o doutor Sherman.
Mas
ela ainda estava na vigésima primeira semana, se o bebê nascesse ele não teria
chances de sobrevivência.
John:
Espero que não seja nada sério!
John
ligou para o Sherman, e ele disse para levar Jenny para o hospital
imediatamente.
John:
Desculpe Marley, você tem que ficar.
John
prendeu Patrick no assento do carro sem o acordar e os três foram para o
hospital.
Na
unidade de terapia neonatal intensiva do Hospital de Santa Maria as enfermeiras
começaram a trabalhar rápido. Colocaram uma camisola em Jenny, ligaram-na num
monitor que media as contrações e os batimentos cardíacos do bebê. Ela estava
tendo contrações a cada seis minutos.
-
Seu bebê está fazendo força pra nascer. Vamos fazer de tudo para que ele não
saia agora.
Pelo
telefone doutor Sherman pediu para perguntar se ela tinha dilatação. Ela tinha
dilatação de um centímetro.
Doutor
Sherman deu ordem para que pusessem nela uma sonda intravenosa com solução
fisiológica e uma injeção de Bethine. As contrações cederam, mas voltaram
depois de duas horas. Foi feita uma segunda e uma terceira aplicação.
Jenny
ficou hospitalizada pelos 12 dias seguintes. John tirou um período de férias. Nesses
dias a rotina mudou muito, as anteriormente banidas Leis do Solteiro entraram
em vigor novamente.
Quando
Jenny perguntou se estavam bem, John respondeu:
-
Estamos todos bem, não é companheiro?
Patrick:
Dada! Fannnn!
Ela
não se deixou enganar, numa visita ela perguntou:
-
Em nome de Deus, o que fez com o Patrick?
John:
O que quer dizer? Você está bem, né?
Patrick:
Dada! Fannnn!
Jenny:
A roupa dele. Seu tonto. Você colocou o macacão dele de cabeça pra baixo!
Só
então John reparou...
John:
Essa é a sua opinião.
Mas
o jogo terminara. A doce, querida e amável tia Anita, enfermeira aposentada,
que vivia do outro lado do estado, apareceu por encanto, de malas na mão. As
leis de solteiro estavam banidas.
Quando
os médicos deram alta para Jenny, fizeram recomendações. Ela teria que ficar a
maior parte do tempo possível na cama, tomar uma rápida ducha de chuveiro por
dia, só poderia se levantar para ir ao banheiro. Não cozinhar, não trocar
fraldas, não pegar a correspondência do lado de fora, não levantar nada pesado.
Essa
ordem acabou com ela. O objetivo dela era manter o bebê sem nascer por doze
semanas, quando completaria 35 meses.
Tia
Anita resolveu ficar até o fim.
Uma
técnica de enfermagem foi até a casa deles e inseriu um cateter na coxa de
Jenny. O ligou a uma pequena bomba acionada por uma bateria amarrada à perna de
Jenny, que ministrava um fluxo contínuo de drogas inibidoras de parto em sua
corrente sanguínea. Como se não bastasse, conectou Jenny a um sistema de
monitoração que parecia um instrumento de tortura. John correu até a livraria e
gastou uma nota em livros e revistas. Jenny terminou de ler tudo em três dias.
John
riscava todos os dias no calendário para ajudá-lo há marcar o tempo.
Faltando
um mês de repouso, tia Anita fez as malas e se mandou.
John
fazia o que podia para manter tudo sobre controle. Acordava de manhã para dar
banho e vestir Patrick, dar-lhe seu cereal e purê de cenoura, levar Marley para
dar uma volta a pé. Depois deixava Patrick na casa de Sandy e ia trabalhar.
Voltava para casa na hora do almoço e preparava comida para Jenny. Depois
levava para ela a correspondência. Jogava varetas para Marley, arrumava a casa.
Pegava Patrick no final da tarde. Depois que Patrick dormia, John fazia compras
no supermercado.
Ele
acabou abandonando seu diário e a última anotação que fez foi “A vida está muito
complicada agora”.
Ontém eu não postei nada porque fui para Araguaína. Não deu tempo, acordei 3:50 da manhã e cheguei 8:00 da noite, exausto.
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