sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Parte 13 - Marley e a artilharia pesada


Em casa:
-Ninguém nos expulsa do centro de adestramento, Marley. Vamos ver quem é não-adestrável! Vamos conseguir Marley?
Marley se sacudiu.
-Não consigo ouvir você. Vamos conseguir?
Marley late.
-Assim está melhor.
Primeiro John ensinou os comandos para sentar e para deitar, depois tentou ensiná-lo a vir sob comando. Marley conseguiu isso, mas quando pode voltar acabou derrubando John.
Jenny olhou pela janela e disse “Vou sair pra trabalhar, quando terminarem o que estão fazendo fechem as janelas. Deve chover.”

Quando John chegou em casa Jenny estava na porta da casa e parecia aborrecida.
Jenny: Olhe a garagem.
John abriu a porta da garagem e viu Marley deitado no tapete com expressão abatida. Logo John viu que o focinho e as patas dianteiras de Marley não estavam bem. Estavam escurecidas por causa do sangue coagulado. Mas quando olhou para os outros lados, ficou de queixo caído. A garagem estava destroçada. As passadeiras rasgadas, as paredes de concreto todas arranhadas, a tábua de passar roupa virada para o chão, lascas de madeiras espalhadas. A porta por onde John passou parecia ter sido atacada por uma talhadeira. E as paredes estavam cobertas de sangue onde Marley havia machucado as patas e o focinho.
John: Nossa!
Jenny: Quando voltei para almoçar estava tudo bem, mas vi que estava ameaçando chover.
Depois que ela voltou para o trabalho começou uma tempestade de raios e trovões muito forte. Quando voltou duas horas mais tarde Marley estava babando em pavor, em meio aos destroços da sua desesperada tentativa de fuga.
Quando terminaram de comer, Jenny e John foram até a garagem onde Marley agarrou um brinquedo de morder, querendo brincar de cabo de guerra. John o segurou firme enquanto Jenny limpava o sangue de seu pelo. Jogaram fora os tapetes e a tábua de passar, recolheram as lascas de madeira, limparam o sangue das paredes. E fizeram uma lista de materiais que iriam precisar da loja de ferramentas.

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