sábado, 24 de dezembro de 2011

Parte 18 - Marley e o misterioso sumiço do colar


Jenny ligou para John no escritório. Tinha acabado de voltar de uma consulta com o doutor Sherman.
Jenny: A sorte dos irlandeses. Vamos começar tudo novamente.
Essa gravidez foi diferente. Manteram o maior segredo possível. A não ser pelos enfermeiros e enfermeiras de Jenny. Jenny tomava suco de uva no copo de vinho para não levantar suspeitas. Trancaram todos os limpadores químicos e os pesticidas. Eles usaram vinagre para dissolver a saliva de Marley e ácido bórico para manter Marley e seus lençóis sem pulgas.
Jenny se levantava toda manhã e levava Marley para uma caminhada rápida. Ela passava o dia todo vomitando, só que ela superava todo ataque de enjôo como uma indicação de que o ser dentro dela estava se desenvolvendo.
Dessa vez ele estava se desenvolvendo mesmo, Essie pegou a fita de vídeo de John e gravou as primeiras imagens do bebê. Podiam ouvir seu coração bater.
Doutor Sherman: Jenny, por que você está chorando? Deveria estar feliz.
Essie bateu nele com a prancheta da mão e disse:
- Vá embora e deixe-a em paz.
John se tornou amigo do atendente do mercadinho 24 horas, porque comprava sorvete, maçãs, aipo ou chiclete em sabores que nem sabia que existiam.

Jenny: Não vamos ter nada para colocar nos pés do bebê ao sairmos da maternidade.
Não importava que ainda faltassem 4 meses para o bebê nascer. Que a temperatura seria de “gélidas” 36 graus Célsius. Não importava que o bebê estaria embrulhado das cabeças aos pés, com o cobertor.
John: Jenny, seja razoável, são oito horas da noite de domingo.
Jenny: Precisamos de meias.
John: Temos várias semanas pela frente.
Jenny: Veja esses dedinhos pequenininhos.
Não adiantou, John teve que comprar resmungando meias minúsculas.

Marley adorava mangas e suas fezes começaram a mudar. Logo o quintal de John e Jenny estava cheio de cocôs moles e coloridos. A vantagem era que eles chamavam atenção e era quase impossível pisar em um. E ele também comia de outras coisas, de tudo, canetas, pentes. Ele vomitava com muita regularidade.

Para o aniversário de Jenny, John comprou um colar de ouro de 18 quilates. Ela colocou imediatamente. Mas umas horas mais tarde ela colocou a mão no pescoço e gritou:
- Meu colar sumiu!
- Não entre em pânico, deve estar aqui em algum lugar.
Começaram a vasculhar tudo, mas John percebeu que Marley estava mais agitado que o normal. “Ah não”. John pensou.
Jenny: O que é isso pendurado na boca do Marley?
John: Droga!
Jenny: Não se mexa rápido.
John: O.k. rapaz, está tudo bem. Queremos apenas o colar.
Jenny: Devagar Marley.
Marley parecia estar pensando:
- Deixem 200 biscoitos de cachorro no supermercado ou nunca mais verão seu precioso colarzinho.
John: Solte Marley.
Já sabiam o que fazer. Jenny seguraria a parte de trás de Marley para ele não fugir e John abriria sua mandíbula.
John: Quando eu contar até 3.
Jenny: Ele está engolindo o colar!
John colocou sua mão toda dentro da garganta de Marley.
John: Tarde demais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário